Rogério Ceni, Rafael, Deola e Julio Cesar, semifinalistas do estadual, passaram pelas divisões menores antes de se firmarem como titulares
Quando eu parar, um dia, quem sabe não vejo um deles na Seleção"
Ceni, sobre Julio, Rafael e Deola
No esporte em que os pés são usados para levar multidões ao delírio com belos gols, eles têm nas mãos suas grandes aliadas para evitá-los. Sob olhares desconfiados e esperançosos de torcedores, vestem uniformes diferentes dos outros jogadores e, ao longo dos anos, ganharam certas "regalias", como ter um treinador exclusivo. Loucos ou iluminados, os goleiros conquistaram respeito, idolatria e até um dia próprio para comemorar. Neste 26 de abril, dia do goleiro, os quatro semifinalistas do Campeonato Paulista mostram que a receita mágica para ter um bom camisa 1 é formá-lo dentro de sua própria casa.
A homenagem teve início através de uma ideia do tenente Raul Carlesso e do capitão Reginaldo Pontes Bielinski, professores da Escola de Educação Física do Exército do Rio de Janeiro, em meados dos anos 70. O dia escolhido não foi por acaso. É a mesma data do nascimento de Manga, ídolo das torcidas de Botafogo e Internacional e goleiro da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra.
- É diferente porque as pessoas vão para o futebol para ver o gol e nós estamos ali para evitar que isso aconteça. Então, é uma posição diferente mesmo. Os considerados grandes jogos são aqueles em que saem muitos gols. Então, nós goleiros estamos sempre nessa contramão. Acho que, por tudo isso, merecemos, sim, ter um dia só nosso - celebrou o santista Rafael.

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